Pesquisa
De volta ao blog

Gravidez na pandemia: Desafios e Aprendizados

Gravidez na pandemia: Desafios e Aprendizados

Texto escrito por Tatiane Santos 
Pedagoga, consultora antirracista e mãe de dois meninos  

Sobre ser mãe em meio a Pandemia: mistura de medo, emoção, proteção e carinho.

Muito, muito amor em ver a sua barriga crescer a cada dia, em sentir cada chute que não te deixa dormir a noite. Emoção a cada ultrassom em ver bracinho, perninha e uma pessoinha que mesmo não conhecendo pessoalmente já é muito amada por todos.

Cada família viverá uma história, que será única e inesquecível.

Eu, Tatiane Santos, sempre achei que seria mãe de menina. Sonhava com laços e turbantes, tudo no estilo “mãe e filha”. Pensava em emponderá-la para ser uma mulher forte e independente, como também ensiná-la principalmente a ter pertencimento quanto a nossa etnia.

Como todos dizem, uma gestação é diferente da outra. Pude realmente provar isso, afinal meu primeiro filho, Lucas Floria hoje com 5 anos, nasceu em uma fase normal da nossa vida. Digo normal, porquê naquela época nem imaginávamos passar pelo momento de hoje, de isolamento e medo.

Foi então que em meio à pandemia, veio minha segunda gestação. Além dos cuidados habituais que temos que ter, precisei lidar com o medo do contágio por uma doença desconhecida, ficar longe de pessoas que amo. Proteções que foram necessárias para que em breve todos nos encontrarmos num momento melhor e eu poder apresentar meu pequeno Noah Akin.

Senti muita diferença em ser mãe de dois. Lidar com o ciúmes do meu mais velho ao mesmo tempo tendo que ter os cuidados com um recém-nascido é um desafio e tanto! Requer estudo, cuidado e ajuda de quem já passou pela mesma situação.

A gestante sempre é vista como uma pessoa forte e que precisa estar sempre feliz e com um sorriso no rosto. Tenho certeza que gestar é um dom divino, mas que está longe de ser apenas um caminho de flores. E é exatamente neste momento que devemos ter uma rede de apoio: pessoas que permanecem ao nosso redor para nos dar suporte emocional, psicológico e também motivacional.

A rede de apoio é fundamental, principalmente nos primeiros meses e fases de vida do bebê. Pode ser o marido, membros da família, amigas, outras mães e também pessoas que você nem conhecia antes, mas que passaram por vivências similares às suas e possam te ajudar de alguma forma.

Durante a pandemia, como não podemos receber visitas e nem fazer qualquer tipo de aglomeração, essa rede passou a ser algo virtual, onde eu faço parte de grupos de apoio no WhatsApp, realizo chamadas de vídeo que colaboram no auxílio psicológico, fazendo com que as pessoas fiquem mais próximas de mim e do bebê nesse momento.

Aprendi que ser mãe de meninos é receber todos os dias um olhar todos como se você fosse uma heroína. É acordar descabelada e receber um beijo com a frase "está linda, mamãe!". Perder as contas de quantas vezes ouço a palavra “mãe” ao longo do dia. E, principalmente, receber um amor incondicional, mesmo com todos os nossos defeitos.

É ser uma rainha rodeada por príncipes.

Para conhecer mais do trabalho da Tatiane, acesse: 
@pretinhaeducadora

Crédito da imagem:
 Michelle Calixto

Comentários
Deixe seu comentário Close Comment Form
Fechar