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Bebês e telas: como ter uma relação saudável?

Bebês e telas: como ter uma relação saudável?

Texto escrito por: Beatriz Ternes Coldebella
Psicóloga Infantil, que direciona seus estudos e práticas com crianças entre 0 e 12 anos de idade.

 

De acordo com as recomendações de saúde, as crianças menores de 2 anos de idade devem ficar beeeeem longe das telas.

E você, mamãe, papai, cuidador ou responsável deve estar desesperado por uma solução para tirar o seu bebê das telas e ainda conseguir dar conta de tudo, não é mesmo?

Por isso, eu estou aqui para te contar um segredo...

Não existe varinha mágica (assim como para todos os outros problemas que temos em nossas vidas) e nem só um jeito certo de fazer isso. A forma como você e sua família vão lidar com as telas vai depender do seu contexto familiar e das necessidades, tanto da criança, como dos responsáveis por ela. E o que eu posso fazer neste momento? Te munir de informação!

Vamos lá...

As telas possuem benefícios e riscos, assim como a maioria das coisas, e nem todas as crianças que estão em frente a elas, neste exato momento, estão absorvendo as mesmas consequências, porque isso vai depender da idade, do desenvolvimento próprio da criança, das demandas e necessidades dela e dos seus responsáveis, do tempo de uso dessas tecnologias, do conteúdo a que ela está exposta, de fatores emocionais e sociais, entre outros aspectos. 

Mas, então... O que fazer?

Primeiro de tudo, lembrar que você não é uma super-heroína ou um super-herói. Você é “só” uma mamãe, um papai, um cuidador ou um responsável. E, com isso, quero dizer que você não precisa se preocupar em ser a melhor pessoa do mundo para criar e educar uma criança, de acordo com TODAS as recomendações que existem sobre absolutamente TUDO. Se você está lendo isso, é porque está buscando aprender e fazendo o que pode nas condições que possui neste momento.

Isso significa que, talvez, você não consiga fazer tudo aquilo que imaginou fazer antes ou que pretende fazer depois, nem que consiga fazer conforme as mamães faziam há 50 anos e, muito menos, que consiga fazer tal qual a sua melhor amiga ou blogueira da internet.

E está tudo bem!

Porque você está fazendo aquilo que consegue fazer neste segundo, neste lugar, com esta criança e conforme as suas necessidades de agora, ok? 

Mas isso não significa que você não pode achar outras possibilidades, pelo contrário, você pode sempre buscar novas alternativas e soluções!

Se esse for o seu caso, você pode começar sendo um referencial saudável para a criança em relação às telas, estabelecendo horários para ficar no celular ou evitando fazer o uso perto da criança. Você, também, pode criar regras claras de convivência com a sua família (exemplo: na hora da refeição, vocês podem combinar que não é um momento de usar as telas) e de segurança, com senhas e filtros apropriados para a idade do seu bebê.

Além disso, você pode disponibilizar, para a criança brincar, alternativas mais saudáveis para substituir as telas, como utensílios de cozinha, frutas, brinquedos e objetos reciclados e incluir momentos de desconexão e convivência familiar na rotina.

Mas, muito mais do que seguir “diquinhas”, estou aqui para que você pense sobre a rotina de sua família, as necessidades que todos vocês possuem e o que vocês desejam fazer sobre isso.

Afinal, o que é possível para a sua família?

Para mais dicas da Dra. Beatriz, acesse: https://www.instagram.com/beatrizcoldebella.psico/

 

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